Os Dois Lobos


Existe um conto atribuído aos índios Cherokee chamado: “Os Dois Lobos”. Procuramos adaptá-lo para esta ocasião em uma rápida, porém profunda análise. Quantos de nós ainda adoecemos pelo simples fato de abrigar em nossa alma rancores, onde nos sentimos injustiçados.
O fato se dá por estarmos constantemente revivendo mentalmente a cena do ocorrido, sem nos permitir a trégua, a paz e com isso criamos a desarmonia íntima.
Exigimos e cobramos tal atitude de reavaliação dos atos sempre do outro, mas quando o assunto é reportar-se a nós mesmos, negamos olhar para o espelho da alma, pois sempre estaremos embasados em justificativas dotadas das mais variadas razões.
O desafio aqui é ir de encontro a "sombra interior" e observar qual dos lobos estamos alimentando com maior frequência.

Para refletirmos...

Um velho Cherokee disse a seu neto, quando este veio até ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça.

- Deixe-lhe contar uma história... Eu mesmo algumas vezes já senti grande ódio por aqueles que não têm qualquer arrependimento do que praticam, mas o ódio nos corrói e não só fere nosso inimigo como a nós mesmos, muitas vezes lutei contra estes sentimentos.

O velho busca reflexão e continua...

- Dentro de mim é como se existissem dois lobos. Um deles é bom e não faz mal, vive em paz e harmonia com todos ao seu redor, ele só luta quando tiver de lutar e de maneira justa.

- O outro está sempre cheio de raiva e um simples gesto é capaz de colocá-lo em estado de desequilíbrio. Ele luta contra todos sem nenhuma razão, sem sequer parar por um instante para pensar com clareza que sua raiva e seu ódio são quem lhe consomem.

- Às vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.

Curioso, o garoto fitou os olhos de seu avô e perguntou.

- Qual deles vence vovô?

O avô sorriu e lhe respondeu baixinho.

- Aquele que eu mais alimentar.

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